O que a assinatura garante
Um X-DOC para assinatura não pede confiança em ninguém — pede um ato sobre um hash SHA-256 exato. A assinatura não é um risco no pé da folha: é um registro que aponta o selo do teor. Por isso não existe "assinei outra versão": outra versão é outro hash, e o instrumento só se forma quando as assinaturas das partes pousam sobre o mesmo.
O lacre já provava o quê e quando. A assinatura acrescenta o que faltava: quem quis — com nome, hora e o rigor da cerimônia registrados no ato.
As partes assinam o mesmo hash. Assinaturas em versões diferentes não formam instrumento — são duas meias-provas que nunca se encontram.
Bronze fecha com um toque, Prata pede código, Ouro pede identificação completa. Quem escolhe é quem manda — e a escolha viaja sob o hash.
Quando a segunda assinatura pousa, a via final volta na mesma conversa. Os dois aparelhos terminam com o teor e todas as assinaturas — sem depositário no meio.
E o que a assinatura não muda: o selo. Assinar não re-sela o documento — o hash é do teor, e as assinaturas viajam fora dele. Se assinar mudasse o selo, a segunda parte estaria assinando outro papel, e nunca haveria acordo. O que muda o selo é mudar o teor — ou o rigor: aí nasce uma revisão nova, e a assinatura anterior fica na revisão anterior.
A escada do rigor
A porta da medalha tem três degraus, e quem escolhe é quem manda, no envio. O degrau não é decoração: ele muda a cerimônia de quem assina — e viaja sob o hash, então a exigência pedida é inforjável. Documento antigo, selado antes de a linha existir, continua valendo pela regra da época: selo antigo não muda de exigência.
Role até o fim e toque Assinar. Para o combinado do dia a dia: orçamento aprovado, recibo simples, adendo pequeno.
O aparelho confirma a posse do canal antes de lavrar. Para contrato de verdade: prestação de serviço, NDA, retainer mensal.
Código e qualificação plena das partes. Para o que não admite dúvida: cessão de direitos, responsabilidade integral.
O visto não sobe esta escada. Visto é a ciência do X-DOC lacrado — prova que a pessoa leu até o fim, não que concordou. Um visto nunca é registrado, exibido ou impresso como assinatura, em superfície nenhuma do produto.
O ciclo das duas vias
Num sistema sem servidor-depositário, "assinado" só existe onde a prova chega. Por isso aqui assinar e devolver são um ato só: a assinatura se completa quando a via sai — como no papel, em que o ritual de trocar as vias assinadas é o próprio protocolo.
O ciclo inteiro: você manda o contrato — normalmente já com a sua assinatura — e ele fica na sua caixa como aguardando. A outra parte lê até o fim (o gate de leitura vale para assinatura como vale para o visto), cumpre a cerimônia do rigor e assina. No instante do ato, a via final — o documento com as duas assinaturas — entra de volta na mesma conversa, sozinha, sem depender de a pessoa lembrar de mandar.
Na sua conversa, a via chega como uma cápsula de metal apagado — "via a caminho" — e doura quando pousa no seu aparelho. Dali em diante o contrato está em vigor para você: o escudo dele na caixa acende no mesmo ouro, e as duas partes seguram a mesma prova.
E uma honestidade que o produto faz questão de manter: "em vigor" é leitura por aparelho. O seu cartão afirma o que o seu aparelho guarda — nunca o que ele ainda não viu. A tela não sugere proteção que você não tem: enquanto a via não volta, o metal fica apagado e diz exatamente isso.
Recusar também é ato registrado. A recusa exige o motivo escrito, e o motivo viaja para a outra parte. Ela é irreversível: engano se corrige com um novo envio, nunca des-recusando. O cartão passa a dizer ASSINATURA RECUSADA, e a placa do contrato mostra quem recusou e o porquê.
Nem todo documento tem duas partes. Procuração, autorização e recibo são atos unilaterais: a operação colhe a assinatura de quem recebe, e o documento fecha com uma via completa — válida assim, como no papel.
Como se pede a assinatura
Pedir assinatura é ato de envio, como semear: nada muda no seu livro quando você pede. O documento precisa estar registrado antes — registrar é sempre lacrado — e a operação se escolhe na porta.
Registre o documento. Escreva na sua folha e sele. A operação não se escolhe aqui — é no envio.
Na conversa, toque no + e escolha X-DOC para assinatura. É a porta da medalha, a terceira das três.
Escolha o rigor. Bronze, Prata ou Ouro — o botão diz o ato inteiro: "Pedir assinatura Prata".
Assine antes, se quiser. O interruptor "Assinar agora" faz o documento sair já com a sua assinatura — ou vá sem ela, só colhendo a de quem recebe.
Mande. A caixa da medalha mostra o contrato aguardando, com quem falta na roda. Quando a via voltar, ele doura.
Quando usar
A pergunta que decide não é o tipo do documento — é o que você espera de volta. Se espera compromisso, é assinatura. Se espera texto, é aberto; se espera só ciência, é lacrado.




Não use a medalha para pedir só ciência. Quem quer leitura confirmada manda lacrado e recebe o visto. A porta da medalha existe para compromisso — e cobra a cerimônia disso.
Onde o X-DOC assinado fica
Ele chega na fita, como todo recado, e depois mora na caixa X-DOC assinados — uma das três caixas da carteira, uma por operação. É a prateleira dos seus compromissos: os filtros dizem quantos estão ativos, aguardando, encerrados ou recusados.
Dentro da caixa, cada contrato é uma folha sobre uma placa de metal: fosca enquanto aguarda — ou depois de recusado —, dourada quando está em vigor. A prateleira se lê de longe, sem abrir nada. A folha branca abre o documento; a placa abre as propriedades: quem assinou e quando, a vigência, a renovação automática — e o ato de rescindir, quando for o caso.
A luz vermelha é pendência sua: apaga quando você decide — assina ou recusa. Contrato que você mandou e aguarda a outra parte não pisca para você, porque a vez é dela. E o recusado não vira formulário: a placa mostra quem recusou e o motivo, porque recusa registrada é informação de negócio, não constrangimento.