Carteira PING · o X-DOCAbrir a carteira →
Campo de documentos brotando em correntes de ouro
Leitura + Edição a semente abre a sua corrente
X-DOC aberto

Para ser continuado

O documento chega como semente: você lê e, se quiser, planta a sua cópia e escreve por cima. A corrente de quem mandou segue intacta — a sua nasce agora, sob o seu selo, e as duas continuam existindo lado a lado.

Nesta folha
  1. O que a semente garante
  2. O que quem recebe pode e não pode
  3. Versões à prova de adulteração
  4. Como se semeia
  5. Quando usar
  6. Onde o X-DOC aberto fica

O que a semente garante

Um X-DOC aberto não entrega a caneta do seu documento a ninguém: entrega uma cópia selada, e a outra pessoa abre a corrente dela a partir dali. O selo é um hash SHA-256 — impressão digital de 256 bits do teor, calculada no aparelho de quem registra. Sob esse mesmo hash viaja a linha seed:, que aponta o elo de origem: é isso que faz a linhagem se provar offline, sem depender de nós e sem depender do cofre de quem mandou.

integridadeO teor que chegou

Recalcular o hash da cópia recebida e comparar com o selo prova que nem uma vírgula mudou no caminho.

origemDe onde nasceu

A linha seed: vai sob o hash e nomeia o elo de origem. A sua corrente se lê sozinha, sem o cofre de quem semeou.

autoriaQuem escreveu cada elo

O elo que chegou continua sendo de quem o lavrou. O que você escrever nasce sob o seu selo — nenhum livro afirma que alguém escreveu o que não escreveu.

independênciaDuas correntes vivas

A corrente de quem semeou não para e a sua não espera. Nenhuma das duas trava a outra, e nenhuma precisa de árbitro para decidir de quem é a vez.

E o que a semente não garante: acordo. Uma corrente aberta é trabalho registrado, com autoria e hora — não é consenso. O que vincula as duas partes é a assinatura sobre um hash, pela porta da medalha. Colaboração não colhe assinatura em momento nenhum.

O que quem recebe pode e não pode

A regra é simples de dizer e vale para sempre: ninguém escreve no livro de ninguém. Quem recebe não ganha permissão sobre o documento do outro — ganha uma certidão dele e um livro próprio para continuar. É a diferença entre dar a chave do meu livro e entregar um traslado.

Quem recebe pode
  • Ler o teor inteiro, offline, sem pedir nada a ninguém.
  • Plantar a cópia no cofre dela e escrever livremente por cima — prosa, não formulário.
  • Registrar quantas versões quiser na corrente nova: a numeração é dela, e a semente ocupa o primeiro elo.
  • Semear adiante — mandar a versão dela para quem quiser, inclusive de volta para quem começou.
Quem recebe não pode
  • Alterar o elo que chegou. Ele está selado; a edição acontece no elo seguinte, no livro dela.
  • Fazer a corrente de quem semeou andar. Aquela ponta continua no aparelho de quem a lavrou.
  • Apagar a linhagem. O seed: vai sob o hash: some o hash, some o documento.
  • Impedir quem semeou de continuar. Ele segue no livro dele enquanto você escreve no seu.
BobBobautor da semente V1 V2 V3 V4 V5 V6 ∞ AliceAlicerecebe do V3 V3 V1 V2 V3 V4 ∞ JackJackrecebe do V2 V2 V1 V2 ∞
Três livros, três escreventes. A semente é a cópia lacrada que chega: abre o livro, mas não é ato de quem recebeu — o V1 de Alice é a primeira coisa que ela escreveu. De qualquer elo o caminho volta até a origem, e ninguém para de editar a sua corrente porque o outro começou a dela.

Versões à prova de adulteração

Toda propagação de X-DOC anda sobre uma corrente de hash SHA-256: cada versão carrega, sob o próprio selo, o hash da versão anterior, e cada semente carrega o hash do elo que a originou. É por isso que um documento pode passar por quantas mãos quiser sem que ninguém consiga reescrever o que já passou — e sem que a prova dependa de nós.

o passado não se reescreveCada elo prende o anterior

Mudar uma vírgula da V2 muda o hash dela — e isso quebra o prev da V3, da V4 e de todas as seguintes. Não existe edição silenciosa: ou a corrente confere inteira, ou ela aponta exatamente onde parou de conferir.

linhagem provadaA semente vai sob o hash

De onde a cópia veio não é rótulo que se troca depois: o seed: entra no cálculo do selo. Quem alega uma origem falsa produz um hash que não fecha, e o hash não fecha na mão de ninguém.

conferência independenteNão passa por nós

SHA-256 é padrão público. Qualquer pessoa recalcula o selo com qualquer ferramenta, offline, sem carteira e sem conta — e chega ao mesmo resultado ou descobre que o teor mudou.

sem disputa de pontaUm escrevente por livro

Como cada corrente cresce num aparelho só, nunca existem dois candidatos ao mesmo prev. É por isso que aqui o fork não é risco a conter: ele é o mecanismo, e o único elo que precisa ser à prova de falsificação é o que liga um livro ao outro.

E onde a corrente não alcança: ela só anda para trás. De qualquer versão se prova o caminho até a origem, mas ninguém enumera a descendência — quem semeou não descobre quantos livros nasceram do seu documento, só sabe dos que alguém lhe contar.

A prova também depende de ter os elos em mão. Se Alice nunca mostrar o livro dela, Jack prova que a semente dele veio de um certo hash, mas não que aquele hash é do documento de Bob — para isso, tem a palavra dela. É uma corrente de atestados assinados: a falsificação não é impedida no instante, é detectável depois, quando o elo original aparece. É assim que averbação cruzada funciona em cartório desde sempre, e é por isso que cada elo é assinado por quem o lavrou.

O que a matemática resolve sozinha, o que ainda precisa de uma âncora e o que o X-DOC não substitui estão no capítulo A confiança sai do balcão e vai para a matemática.

Como se semeia

Semear é ato de envio, não de registro: nada é lavrado no seu livro quando você manda. Por isso o documento tem de estar registrado antes — e registrar é sempre lacrado, porque o lacre é uma propriedade do teor, não uma intenção de quem manda.

Anexar ao recado

X-DOC lacradoa outra parte só lê — nada é pedido
X-DOC abertopara a outra parte continuar o texto
X-DOC para assinaturapede a assinatura da outra parte
na carteira · conversa → + → a porta do meio
  1. Registre o documento. Escreva na sua folha e sele. Registrar é sempre lacrado — a operação é escolhida no envio, não na lavratura.

  2. Na conversa, toque no + e escolha X-DOC aberto. É a porta do meio das três; a de cima só pede leitura, a de baixo pede assinatura.

  3. Escolha a versão que vai virar a semente. A tela da corrente abre com todos os elos: qualquer versão registrada serve — a primeira, a última ou uma do meio.

  4. Mande. A cópia selada vai anexada no recado. Nada é lavrado no seu livro: semear não faz a sua corrente andar, e você segue escrevendo nela como antes.

Quando usar

A pergunta que decide não é o tipo do documento — é o que você espera de volta. Se você espera texto, é aberto. Se espera só ciência, é lacrado. Se espera compromisso, é assinatura.

Um documento grande semeia três documentos menores por correntes douradas
Modelo para o outro usarUm contrato-base, uma proposta-padrão, um roteiro de anamnese: a pessoa recebe o modelo e faz a versão dela. A sua continua sendo o modelo, sem os dados de cliente de ninguém.
Duas figuras seguram documentos ligados por uma corrente dourada, uma com o selo
Minuta em negociaçãoVocê manda a cláusula como está, a outra parte devolve a redação dela. Cada rodada é uma corrente com autoria clara — e no fim as duas assinam o hash acordado.
Duas figuras trocam documentos ligados por uma corrente dourada, uma delas com o selo
Parecer sobre um texto seuO revisor escreve no livro dele, não no seu. Você recebe a versão dele semeada de volta e decide o que incorporar.
Um documento selado semeia três duplas de figuras, cada uma com o próprio documento
Documento colaborativo entre equipesCada equipe evolui a própria corrente a partir da mesma semente. Nenhuma espera a outra, e a linhagem mostra de onde cada versão saiu.

Não use aberto para colher assinatura. Modo aberto é colaborativo e não implica compromisso em momento nenhum — a folha de uma corrente aberta não oferece "Assinar". Quem quer assinatura registra lacrado e manda pela porta da medalha.

Onde o X-DOC aberto fica

Ele chega na fita, como todo recado, e some de lá quando você decide algo. Depois disso mora na caixa X-DOC abertos — uma das três caixas da carteira, uma por operação.

X-DOC abertos3 semeados · 1 editado 14:32
na carteira · a caixa dos semeados, com a luz do que falta resolver

Dentro da caixa, cada documento mostra quem semeou — foto, nome e endereço —, porque uma corrente que nasceu de outra pessoa precisa dizer de quem veio. E é ali que a edição continua: a tela da corrente termina numa ponta com lápis, e tocar nela abre a próxima versão. Não existe segundo caminho para editar; duas portas para a mesma decisão sempre divergem.

A luz vermelha piscando é pendência, e ela apaga quando você abre a semente e lê até o fim. Não há visto nem assinatura: no aberto ninguém pede ciência — quem manda um modelo não cobra nada. A baixa é conveniência sua, fica no aparelho e não viaja. E editar continua sendo convite: a ponta com lápis está ali quando, e se, você quiser.