Pedido ou despacho
Antes das seis, as duas — porque escolher a modalidade errada é quase sempre escolher a natureza errada.
É um pedido
Existe alguém do outro lado, com carteira, que vai aceitar ou recusar. O que você manda é uma pergunta — e a resposta muda o que acontece com o seu dinheiro.
É um despacho
Do outro lado ainda não há ninguém na rede. O que você manda viaja por e-mail e espera — com prazo, e às vezes com uma parte do seu saldo reservada até alguém aparecer.
A tela cuida de você quando você erra a natureza, e nas duas direções: se você tentar convidar um e-mail que já tem carteira, ela avisa — "essa chave já tem carteira — o caminho é o pedido de conexão" — e oferece o botão certo. Se procurar no pedido de conexão alguém que ainda não está aqui, ela diz o contrário: "se a pessoa ainda não está na rede, o caminho é Convite ou PING".
Repare no que isso significa: a carteira sabe quem existe na rede antes de você mandar. É por isso que ela pode escolher entre "entra na hora" e "fica reservado".
INTERNO · para quem já está na rede
Uma linha só, e é a mais importante da tela: é por ela que a sua rede cresce por dentro.
Conexão, aqui, não é "seguir" nem "adicionar aos contatos". É o que abre o canal entre duas carteiras: sem conexão não há recado, não há documento com fé, não há pagamento acertado. Por isso ela é um pedido — e por isso pode custar algo.
Pedido de conexão
procure pelo nome — a fiança da pessoa aparece antes de pedir
Pedido de conexão
para quem já está na redeVocê procura pelo nome, não pelo @ exato — a tela busca no diretório por semelhança e lista quem parece. Escolhe uma pessoa, e aí aparece a informação que decide o resto: a régua de fiança dela.
A fiança é a defesa de quem recebe, não um preço. Cada pessoa escolhe quanto exige para receber um pedido, e a carteira mostra esse número duas vezes — na lista de busca e de novo antes de o pedido sair. Quem tem porta aberta aceita sem fiança: nada fica retido, e o pedido sai de graça.
E o destino da fiança depende da resposta, com uma consequência que vale ler devagar: ela volta inteira se a pessoa aceitar e é queimada se ela recusar. Não volta, não vira crédito, não é reembolsada — é a política anti-spam da rede, e é o que faz um pedido indesejado custar caro a quem insiste.
Por que a fiança existe: num lugar onde o canal de conversa se abre com um aceite, pedir é barato e recusar é trabalho. A fiança inverte isso — quem pede assume o risco, e quem recebe passa a poder deixar a porta aberta sem virar alvo. Repare que quem define o valor é quem recebe, não a casa.
ENVIOS EXTERNOS · para quem ainda não está
Cinco portas, e uma mecânica comum que a tela não explica linha por linha — porque ela é a mesma em quatro delas. A quinta, o link de afiliado, não despacha nada: ela te dá um link, e a seção 9 conta como.
As quatro que despacham fazem o mesmo percurso: saem por e-mail, esperam, e terminam de um de dois jeitos — a pessoa entra e resgata, ou o prazo vence e volta sozinho. O que muda entre as cinco é o que viaja: uma pessoa, um valor, um crédito de serviço, um documento, ou um link.
o percurso de um envio externo
E quem entra por um envio seu chega ligado a você. Não é detalhe de cortesia: a pessoa que cria a carteira para resgatar um PING, para assinar um documento ou para aceitar um convite já nasce como sua conexão — sem pedido, sem fiança, sem aceite. O envio externo é, ao mesmo tempo, a única forma de pagar quem não está aqui e a forma mais direta de trazer alguém.
Convite
Convite
põe do outro lado quem você precisa para assinar, falar ou pagarÉ o envio mais simples e o mais barato: não move valor nenhum. Você manda o e-mail, escreve opcionalmente por que está chamando, e a pessoa recebe um convite para criar a carteira.
A razão de ele existir está na própria frase da tela: você não assina um X-DOC, não manda um recado com fé nem acerta um pagamento com quem não está aqui. O convite é o que põe essa pessoa do outro lado — e nada mais.
E é por isso que o convite não serve para quem já está na rede: não há o que criar. A tela recusa e aponta o caminho — "essa chave já tem carteira — o caminho é o pedido de conexão".
PING
PING
dinheiro para qualquer e-mail — entra como um PIXTransferência de dólares para um e-mail. E ela se comporta de dois jeitos, decididos pela carteira e não por você:
- Quem já tem carteira recebe na hora — entra como um PIX, sem aceite e sem espera.
- Quem ainda não tem recebe o e-mail para criar a carteira e resgatar — e o valor fica reservado por 90 dias.
Os 90 dias são o número mais importante desta folha, porque é o único caso em que dinheiro seu fica fora do seu alcance por muito tempo. Enquanto está reservado, ele não é mais saldo disponível — sai da conta do que você pode enviar — e não volta antes do prazo. Vencido, volta sozinho.
Você pode anexar um pedido de conexão ao PING quando o valor cobre a fiança da pessoa — e a tela é escrupulosa sobre o que isso não é: "isso não é fiança: nada fica retido, e recusar não devolve nada". O valor foi transferido, não empenhado. Se a pessoa recusar a conexão, o dinheiro continua sendo dela.
É a distinção que mais engana: fiança se recupera; transferência não.
Bateria
Bateria
crédito de um serviço, de presente — pode usar ou drenar para a carteiraAqui você não manda dinheiro solto: manda crédito de um serviço específico. Escolhe o serviço, o valor e o prazo em dias, e a pessoa recebe um e-mail para resgatar a bateria.
E o destino do que ela recebe fica aberto — é a mesma regra do capítulo da Bateria: quem recebe usa no serviço ou drena para a própria carteira, pagando a taxa de rede da travessia. Você não escolhe por ela; você mandou energia, e energia serve para as duas coisas.
Por que mandar crédito em vez de dinheiro? Porque crédito chega com um propósito. Um PING de mesmo valor pode ir para qualquer coisa; uma bateria do X-Scribe diz "use o X-Scribe" — e a pessoa que nunca teria assinado um serviço experimenta com o seu crédito. É a porta de entrada mais honesta que a federação tem: quem gostou continua com o próprio dinheiro, e quem não gostou drena e não perdeu nada.
A mecânica da carga, da porcentagem e do que significa drenar está inteira no capítulo A Bateria PING.
X-DOC para assinar
X-DOC para assinar
o contrato vai por e-mail e a assinatura volta presa à folhaVocê escolhe uma das suas folhas lacradas que pedem assinatura e manda para um e-mail. A pessoa abre o documento direto do e-mail, cria a carteira para assinar, e a assinatura volta presa à sua folha — não como anexo, não como cópia.
E aqui a folha precisa dizer uma coisa incômoda, porque a própria tela a diz: o pedido de assinatura fica registrado na sua folha agora, mas "o direito de continuar o documento só se sela quando essa pessoa existir na rede — e-mail não é identidade".
Ou seja: mandar o pedido não concede nada a ninguém. Quem recebe o e-mail não é titular de nada até criar a carteira — e é a carteira, não o endereço, que passa a valer. Se a pessoa nunca entrar, nada mudou no seu documento.
Ela diz: "essa pessoa já tem carteira — mande o documento pela fita, que fica registrada", e abre a fita. Não é capricho de rota: o envio pela fita é registrado — existe conversa, existe elo, existe prova de quando o documento chegou. O envio por e-mail não tem nada disso até a pessoa entrar. Entre um caminho que registra e um que espera, o produto escolhe o que registra.
O que é uma folha lacrada, o que o selo garante e como a assinatura fica presa está no capítulo O X-DOC.
Link de afiliado
Link de afiliado
hubs que você pode divulgarA última linha da tela é a única que não manda nada para ninguém: ela te dá um link. Você divulga, e quem instala o serviço pela sua mão fica ligado a você.
A lista se divide por como cada hub retribui: os que pagam comissão sobre o consumo de quem você trouxe, os que dão crédito de airdrop, e os que ainda não pagam nada. E há um que é sempre seu: a sua bio — o link que toda carteira tem, sempre no ar, por onde quem entra já chega com o X-Bio instalado e você registrado como quem trouxe.
O vínculo nasce no ato e não morre, e é o que faz divulgar hoje valer a pena mesmo sem comissão: "se o developer ligar comissão depois, quem já entrou por você passa a pagar". Divulgar um hub sem pagamento não é trabalhar de graça — é opção sobre amanhã.
O que fica reservado, e por quanto tempo
Três das seis modalidades mexem no seu saldo. As outras três não custam nada — e é bom saber quais, porque a hesitação sobre isso é o que faz alguém não mandar.
E o que está reservado tem nome próprio na folha do saldo: despachado. Toque no número de PING na capa da carteira e a folha da energia o mostra abaixo do total, dizendo duas coisas: que ele não conta no que você pode enviar, e que volta sozinho. É a mesma ideia desta seção, vista do outro lado — aqui você olha o envio e pergunta "o que sai?"; lá você olha o saldo e pergunta "por que não posso usar isto?".
A conta inteira está no capítulo A Bateria PING.
Por que tudo sai por e-mail
As quatro linhas que despacham têm um campo só, e é sempre o mesmo: e-mail. Não é falta de vontade — é uma escolha, e a tela a declara.
Em cada uma das quatro, se você tentar outro caminho, aparece a mesma frase: "envio para celular ou @ ainda não está disponível — no MVP tudo sai por e-mail".
A razão é que o e-mail é o único endereço que funciona nos dois mundos. Um envio externo precisa chegar a quem não tem carteira — e quem não tem carteira não tem @usuário, não tem .id, não tem nada na rede. O celular chegaria, mas não abre documento, não recebe folha, não cria carteira com um toque.
O endereço serve para chegar, nunca para provar. É por isso que o pedido de assinatura não concede direito antes de a pessoa existir na rede, e é por isso que o PING fica reservado em vez de entregue quando o destinatário não tem carteira.
Nas quatro, o e-mail é o carteiro. Quem assume o direito é a carteira que nasce do outro lado — e é dela que a rede se lembra, não do endereço que a trouxe.
O que você leva deste capítulo
Três frases, e elas bastam.
- Pergunte primeiro se a pessoa já está na rede. Está? É um pedido — alguém aceita ou recusa, e pode haver fiança. Não está? É um despacho — vai por e-mail, espera, e termina em resgate ou em devolução automática.
- Só três das seis mexem no seu saldo: a conexão (fiança retida, que queima se recusarem), o PING (valor inteiro, 90 dias se a pessoa não tem carteira) e a bateria (o prazo é seu). Convite, X-DOC e link de afiliado não custam nada.
- Nada fica perdido por esquecimento. O que não foi resgatado volta sozinho ao seu cofre no fim do prazo, e enquanto espera aparece na folha do saldo como despachado — visível, nomeado, e fora da conta do que você pode enviar.